raquelcasselli

Constantemente assediada

Em Sem categoria, 3 de outubro de 2012 às 12:07

Há algum tempo li uma frase de uma querida amiga que dizia: que na sociedade brasileira, ser mulher, infelizmente, é estar em um constante estado de vulnerabilidade. O trecho veio acompanhado de um texto da Paula Abreu contando que já havia sido estuprada, mas que demorou muito para perceber.

Ontem, voltando da academia, cruzei com um rapaz na rua que vinha em sentido contrário. Após alguns minutos, ao olhar para trás, vi que ele tinha mudado de direção e vinha atrás de mim. Como estava próxima de um ponto de ônibus, e ele olhava para trás, pensei: ele deve ter desistido de ir a pé e resolveu pegar um ônibus. Que engano! Ele veio até mim, me deu um apertão na bunda e disse: gostosa! Acho que em poucos momentos me senti tão invadida, desrespeitada e indignada. O que o levou a se achar no direito de fazer isso?

Me peguei pensando: mas não é tão tarde, a rua não está tão deserta e eu estou de moleton e camiseta, qual o motivo disso? Mas, hein? Por que eu estou tentando achar uma justificativa no meu comportamento para esse ultraje? Lembrei do que escrevi no primeiro parágrafo e comecei a notar como tudo anda mesmo errado.

Me lembrei que com 15 anos passei na frente de um bar e um dos rapazes soltou um: delícia! Por favor, isso está errado. De verdade, eu não sou obrigada a ouvir isso. Por qual motivo as mulheres são obrigadas e coagidas a esse tipo de situação? E muitas vezes não percebemos o quanto isso é nocivo, pois essa cultura está enraizada em nossas vidas. Me recordo de uma certa vez ouvir uma história sobre uma moça que foi estuprada em uma viela e alguém comentar: mas o que ela estava fazendo lá naquele beco escuro? Pessoas que acham que uma mulher de minissaia deve agüentar qualquer provocação, afinal, quem mandou ela sair assim de casa? Sua esposa falou uma besteira na frente dos amigos, porque não brincar: é que hoje ela não apanhou. E o famoso e engraçado: deite que vou lhe usar. Muitas vezes, eu mesma já me peguei pensando ou falando assim. E hoje eu vejo como isso era automático e equivocado.

Na Marcha das Vadias me lembro de um cartaz que dizia mais ou menos assim: se eu faço topless não quer dizer que você tem o direito de tocá-los. E é isso mesmo! Atualmente, ser mulher é viver com medo e isso precisa mudar. Depois de ontem eu realmente comecei a pensar que já passou do momento de repensarmos a forma como a mulher é tratada, por todos nós.

Formada

Em Geral, 16 de junho de 2011 às 14:54

E é o fim de mais uma etapa….acabou a faculdade! Que alegria, que alívio!
Queria que ele estivesse aqui comigo para dividir todas essas conquistas, ele que tanto vibrava com cada pequeno passo. Foi ele quem me deu o primeiro caderno da faculdade e que me perguntava quase que diariamente como estava meu progresso. Hoje no último dia ele não está aqui, não como nós combinamos, não no meu abraço. #saudadessemfimdovovo

Profissionalmente falando

Em Geral, 8 de fevereiro de 2011 às 14:44

O início da vida profissional é cheio de desafios. Primeiro vem à difícil decisão de escolher a carreira a ser seguida. Depois a opção pela faculdade, passar no vestibular, cursar e antes de se formar, entrar no mercado de trabalho. Por uma série de motivos isso não veio muito cedo para mim, no 6º semestre. E sem dúvida foi mais que um aprendizado, foi uma porta de entrada. Hoje eu comemoro mais um passo dessa caminhada, a efetivação. E um alívio me invade. Para quem fez jornalismo sabe que trabalhar na área não é exatamente fácil. Mais difícil ainda é, no meio de tantas opções, achar um nicho para se apaixonar. O que eu posso falar por hoje é que eu adoro o jornalismo corporativo e vamos esperar pelas surpresas que esse novo caminho me reserva.

Com a efetivação veio à responsabilidade. Além de escrever vou coordenar todas as publicações da Volkswagen Serviços Financeiros que estão na agência: duas newsletters mensais, uma revista bimestral e um especial pocket impresso quadrimestral.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.